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Armstrong.

08/02/2010

Eu tenho talento para foder as coisas. Perco a paciência e eu fico nervoso. Meu pávil é curto e minha pressão é alta. Perco o controle e eu fico nervoso. A tensão aumenta e eu vou à loucura. Eu me auto-destruo e eu fico nervoso. Fúria e irritação aparecem. Tenho um ataque e eu fico nervoso. Me perco e eu fico nervoso. Fúria e eu fico nervoso. Perco o controle e eu fico nervoso. Me perco e eu fico nervoso. Um fardo nas costas e algo me sugando. Preco à uma rotina e eu fico nervoso. Acabei com o meu bom senso e ele nunca mais vai voltar. Perda de controle e eu fico nervoso. Fiz tempestade em como d’água mais uma vez. Meu temperamento explode e eu fico nervoso Combustão espontânea de ataque de pânico. Perdi a noção e eu fico nervoso.

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Gritos e Sussurros.

07/02/2010

É verdade, eu acho… O suicídio. Sempre pensamos nisso. É nojento. É muito degradante e é sempre igual. Você parece tão desconsertado. Você percebe que eu o odeio? E como eu acho tolo os seus sorrisos falsos e a sua moral idiota? Como eu consegui tolerar você tanto tempo sem dizer nada? Sei do que você é feito… Com suas carícias vazias e suas promessas falsas. Imagina como alguém pode viver com tanto ódio. Não há alívio, caridade, ajuda. Não há nada.

Olhe-se nesse espelho. Você é bonito. Provavelmente mais do que antes. Mas você também mudou muito. Quero que veja como mudou. Agora seus olhos lançam olhares rápidos e calculistas. Você olhava pra frente, diretamente, abertamente, sem máscaras. Sua boca assumiu uma expressão de descontentamento… E fome. Sua expressão facial parece acabada. Não, não da para ver nessa luz… Mas se vê a luz do dia. Sabe o que causou tudo isso? Indiferença. E essa linha fina que vai da orelha ao queixo, não é mais tão óbvia, mas é esboçada pelo seu jeito despreocupado e indolente. E lá, na ponta do seu nariz… Porque você escarnece com tanta freqüência? E olhe sob os seus olhos. As linhas agudas e quase invisíveis da sua impaciência… e do seu tédio.

- O que está vendo é evidente. Você mesmo.

Não há absolvição para nós.

- Não tenho nenhuma necessidade de ser perdoado.

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O Silêncio é o Inimigo.

21/01/2010

Hoje eu estava pensando que existe um ponto crucial na vida das pessoas, o famoso divisor de águas, que é quando você provavelmente deve pensar: “Sem mais angústia. Sem reclamações. Sem ficar bancando a vítima”. Se você não elimina pensamentos egoístas do tipo “Sou eu e é tudo culpa sua”, provavelmente você começa a afundar e fica difícil levantar-se depois. Experiência própria. Mas como todo fundo de poço tem uma mola, você um dia pula nela, e se você vai se agarrar nas beiradas e subir, é a escolha que você terá de fazer só na hora. Auto-conhecimento. Força. Auto-preservação. Auto-suficiência… Será?

Daí você está cansado. E literalmente, muita coisa parece não fazer mais sentido pra você. Começa a parecer que tudo se resume a Macho Vs. Emotivo. Se resume a tendências violentas Vs. falar sobre seus problemas. E aí? Quem é o certo e quem é o errado?

Sempre gostei de humor negro. Sempre depositei uma boa dose disso nas minhas palavras e ações. Mas, como falei no começo, chega num momento crucial aonde nesse caso, você percebe que pode ser mal interpretado de maneiras realmente estranhas. Esse é o problema: quando você fala algo, aquilo não te pertence mais, é de outra pessoa. E ela pode interpretar da forma que quiser.

Zero absoluto. Primeiro degrau. Primeiro passo… Sem trazer nada do passado. Abrir os olhos e começar. Já fez isso? Já se sentiu assim? É realmente desafiador. A grande ironia de você pregar algo que você realmente não é, ou não acredita. É que tudo começa a se manifestar na realidade. Você mente, você se faz de vítima, fala coisas ao seu respeito pra aparecer, chamar atenção, seja pelo motivo qual for. Seja ele bom ou seja ele ridículo. Mas você faz essas coisas. Talvez eu tenha aprendido a ser sincero e fiel a mim mesmo depois de tudo.

Se você conseguir chegar ao ponto de não ter mais intenção de chocar, e também não ter mais o desejo de agradar, acho que está tudo bem. E você realmente pode sentir-se um lixo, às vezes. E isso não significa que você seja, também. Você provavelmente não é muito da coisa do que você sente ou acha ser.

Sempre que um ciclo da sua vida termina, você fica refletindo. Hoje eu to pensando que 2009 foi um monstro que me esgotou e depois sumiu. E agora me pergunto “O que vou fazer depois disso?”. Você meio que não planeja o futuro e meio que não sabe o que quer fazer de imediato. Um sentimento de perda. E durante tudo isso que você vive sozinho, você tem que lidar com o fato de que às vezes seus sentimentos e ações podem escapar pelos dedos, e atingir pessoas próximas. Você está sobrecarregado e é difícil de lidar. Você é taxado de coisas desagradáveis, como depressivo ou fraco. Mas, não é que você esteja conectado a essas merdas de agora, e sim a merdas da sua infância que refletem em você hoje, e você não tem culpa disso.

Minha conclusão de hoje é que creio que esse seja o objetivo: Dirigir tão em direção ao sol que a borracha do pneus se despedaça, que o motor exploda e todos (nossa família, amigos e nós mesmos) devíamos agir como se não fossem apenas dar um passo importante pra o futuro. E HOJE, eu sinto ter voltado ao melhor. Sinto que voltei as minhas raízes. Não sei se porque aprendi a ter mais esperança em mim mesmo, ou se porque tomei um fora recentemente que me fez pensar no valor que tenho. Sempre pensei que o que tinha não fosse bom o bastante. Acho que ignorei meus pontos fortes por tempo demais. Está na hora de voltar ao começo, só que melhor.

Se eu posso deixar uma mensagem que esses meus textos de merda, ela seria essa: Comece novamente.

De certo modo, quando escrevo, é como se fosse uma resposta a mim mesmo. Um protesto contra mim mesmo. Posso estar protestando ao estereótipo que sou associado. E eu desejei ficar longe de tudo que poderia ser considerado “sombrio”. Porque, tem tanta porcaria por aí e eu pensei “Cadê o sentimento?”. Eu olhos pros meus amigos e penso “O que eu vou dizer a eles?”.

E no final, acho que todo mundo tem poder pra resolver as coisas de acordo com sua realidade. Essa é a minha mensagem para o mundo: Deixe claro, nós daremos um jeito.

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Todo o meu amor.

18/01/2010

Acho que, ás vezes, existem simples momentos que a única coisa que você quer é o amor. Uma frase, uma conversa, um abraço, um beijo, alguém. No meu caso isso acontece quando você olha ao redor e só enxerga ódio, violência e más intenções. É quando a dor começa a ser a única coisa real, que você simplesmente cansa do jogo, das retaliações, você sente necessidade de se entregar, de levantar a bandeira branca. De pedir desculpa, de ver um velho amigo afastado há muito tempo, ou observar um velho grande amor sendo feliz. E a vida vai sendo feita por esses momentos. A vida que venho levando vem me apresentando novas sensações e confirmando antigas teorias. Acho que finalmente aprendi que vale tudo. Arriscar é a chave. Você nunca sabe aonde aquela conversa vai te levar, até aonde aquele olhar transmite algo a você nem qual o lugar que aquele beijo desperdiçado poderia ter te levado. Meu império de sujeira é único. Assim como o de cada um de vocês, com seus erros e arrependimentos. Pessoas sempre vêm e vão, mas sempre me dizem que tenho que aproveitar a vida, pois ela continua. Continuar independente de quem esteja viajando sua jornada com você. Nunca estamos sozinhos. Mal acompanhado, às vezes.

Quando você é um adolescente, você tende a achar que as coisas giram ao seu redor. Você acha que é indestrutível, forte, que não vai ser atingido por ninguém. Até você crescer mais e ver que esses pensamentos vão fazer parte de um futuro perdido. É o caso trágico de uma realidade. Acho que uma hora você simplesmente percebe que tem que aproveitar a vida enquanto há vida para viver. É nesse momento que você decide mudar, e por mais clichê que seja, quando você quer, você consegue. Os medos vão embora, e os arrependimentos pegam carona, se tornando unicamente aprendizado.

As pessoas podem ser frias e cruéis, às vezes. Ás vezes é fácil de lidar, às vezes não. Dizem que o ódio é irracional e nem vale a pena tentar entender. Então no fim das contas, acho que estou simplesmente certo em fazer aquilo que gosto, porque é desta maneira que quero viver. Então vou continuar e continuar continuando. E fazer meus amigos continuarem comigo. Porque realmente preciso deles. Se eu não os tiver, provavelmente sei que estarei fudido no caminho.

Dizem que temos poucas oportunidades na vida. As chances são poucas e raras. É questão de sorte agarrar uma delas? Não sei. Me pergunto se estou contribuindo com o que posso. A mim mesmo e as pessoas que amo. Me pergunto se meus amigos também estão contribuindo e se esforçando. Pois eles vivem a vida como eu vivo a minha. Talvez se pudessem ver dentro da minha cabeça, iriam começar a entender as coisas que dou valor no fundo do meu coração.

Hoje ao conversar com um amigo sobra nossa infância, me fez ter aquela vontade rara de sentar e olhar fotos de todas as épocas da sua vida. É triste quando você percebe que era feliz e não sabia. Não tinha problemas ou preocupações. Lembrando dos momentos que passou junto com diversos rostos, fazem com que eu deseje que muitos deles estivessem aqui hoje, nessa época tão frágil. Época tão frágil que eu pareço ter esquecido meu propósito nesta vida. Canções continuam sendo recordações e eu estou aprendendo com meus erros.

Esse é um dos textos mais reais que já escrevi, acho. Aproveitando a mazela pra treinar a escrita. Pretendo escrever um livro durante os próximos 3 anos. Parece que não se pode ficar brincando por aí quando se quer construir uma vida. Se bem que não quero fazer planos para um futuro distante enquanto sou jovem e imaturo.

Tudo o que quero fazer é agora. E tudo o que quero fazer é agora é sair da minha gaiola enferrujada e fugir pra o que o mundo tem guardado secretamente pra mim. Hora de abrir minha caixinha de surpresas.

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Primeiro Mês.

16/01/2010

Primeiro mês é sempre assim
Parece que não acaba, não tem fim
Os dias rastejam lentamente
Os ponteiros do meu relógio travaram
Sentimento irremediável
Agonia que me faz agonizar
Antes amor, agora doença
30 dias sem você
Uma eterna sentença
Julgamento que não compensa
Atravessa meu peito
Levando tudo o que havia nele
Beijos, abraços, lembranças
Levou também minha esperança
Que apesar de ter sido a última a morrer
Foi assassinada por sua intolerância

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Quem?

09/01/2010

Sim, eu poderia dizer mais que isso. Poderia então falar mil coisas sobre mim ou a minha vida, ou quem sabe citar amigos, amores e alguns inimigos. E dizer mais sobre o que eu penso ou já pensei, lições que aprendi, tropeços que levei. Poderia também ignorar minhas falhas e só contar as vantagens que levei, os risos pela desgraça alheia e até mesmo o falso sentimento do meu eu passado… Não é má idéia! Ainda tenho a opção de brincar com o que as outras pessoas fossem se identificar: Frases de efeito ou palavras bonitas e difíceis, que no fundo não querem dizer nada que não pudesse ser resumido em três ou quatro palavras simples numa frase coerente. Ou assim, me oferecer de bandeja pra qualquer casinho, qualquer fofoca, qualquer pessoa que queira descobrir meu calcanhar de aquiles. É, até poderia dizer tudo isso… Mas no fim… O que eu ganharia? Sua curiosidade saciada, apenas e talvez só. E então poderia encerrar dizendo que adoraria ser seu amigo, que será muito bem vindo a minha vida… Mas não seria verdade. Então, prefiro a minha definição mais breve e mais humana:

Antonio Elias, o Tony. 20 anos, incomum, escorpiano. (Grandes merdas!)

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Diferente.

30/12/2009

E o egoísmo? E se você e todos tivessem que começar acreditar, no que mais você acredita? E a porra do natal? E a merda do ano novo? E o que importa? Inferno. Caos. Ego. Sabe, as pessoas são muito cheias de si, já percebeu? O ser humano tem essa necessidade de se sentir especial, de ser diferente, de afirmar que é diferente. Ele acha que se for igual, não vai significar nada. Pena que eles não sabem que igual é bom. Tão bom quanto o comum, quanto o mesmo, se for bom, será sempre bom. Mudar pra quê? E os clichês não largam de você nem você larga da sua cabeça dura de merda. Você continua fazendo merda e achando que tá certo. Claro, isso é clássico. Mudar pra quê? E você continua sozinho nos momentos mais difíceis e rodeado de amigos nos momentos de diversão. Sempre deixado na mão na hora H. Isso é mais do que clássico. Jesus sofreu com isso, quanto mais nós hoje em dia, né? Mudar pra quê? E o ser humano, cheio de si, ainda continua achando que pra ser bom tem que ser especial e diferente. O que? Vai criar novos tipos de erros e merdas? Não, meu amigo. Nós somos iguais desde o dia que apareceu o primeiro humano nessa merda de planeta. Os mesmos erros, a mesma mente. Claro que, somos diferentes, não encarem isso que to escrevendo de forma radical e deturpada, não. Só que analisando num geral, somos todos iguais. O que mudam são os detalhes. É como diz o House, todo mundo mente, a única variante é quando e com o que, a situação. Nós nascemos e morremos fazendo todos as mesmas coisas, só que de formas diferentes e não enxergamos isso, dái achamos que somos muito diferentes de alguém ou coisa do tipo. Não se iluda, não tem essa de especial. Todos não são especiais? Ou já não mais? O legal do humano é que ele muda diariamente. Você não é o mesmo de ontem e amanhã não será o mesmo de hoje. E o pior é que você é crucificado por isso. Você paga por ser o que é. Você paga por ser igual a todo mundo.

Outra merda da mera vida humana é lidar com as malditas mudanças. Porque tipo, o seu amigo não chega pra você e diz “Fulano, vou mudar meu jeito. Vou ficar assim e assado agora.” Não, muda e PAM! Você toma na cara. Pra sempre e sempre. As pessoas se acham melhores que as outras e acham que direitos absurdos sobre os outros. Você vai vivendo e aprendendo com seus erros, o dos outros, aprendendo significados e experimentando novas sensações. Mas já pararam pra se perguntar o que são as coisas mais “básicas” e “comuns” que temos na vida? Amigos, família, nós mesmos. Será que temos essas coisas de verdade? É constante? Só temos em momentos? Estamos sozinhos? Porque eu me sinto só. Todo mundo deve se sentir, sei lá, né? Pelo menos é isso que dizem e eu sou muito novo pra saber da vida.

Sou normal, comum, básico, não quero nem ser especial nem diferente de todo mundo. Só quero ser eu. Tá, talvez eu beba mais que todo mundo, mas isso é um detalhe infeliz. A vida nunca foi justa, Jesus que o diga. Nem será. O problema é lidar com isso. Lidar com muita merda que você sabe que tá errado e que você não pode fazer muita coisa em relação a isso. É aí que você deveria perceber que é só um homem. Você não é UM homem, é SÓ um deles. Mais um. Humildade pra quê, né? Um culto ao suicídio nunca foi tão comum e as pessoas nunca foram tão ruins. E se todos parassem de acreditar, você continuaria acreditando? Isso é viver grande.

Ficar limpo é difícil. Você tentar consertar sua mente, ou as merdas que fez, ou você mesmo, ou o seu mundo ou o mundo de alguém. Mas quem é você pra conseguir tudo isso? Tá achando que você é foda, é? Tenho vidros quebrados dentro da minha cabeça e está sangrando pensamentos de angústia.

O mundo é uma máquina com defeito gerando um monte de bosta. E você também é assim. E você, e você também, porque não? Todos nós temos o talento nato pra fuder às coisas. Nascemos assim. O pior é que meu pávil é curto e minha pressão é alta. Acho que não chego aos 70. Perco o controle e fico nervoso. Me perco e eu fico nervoso. Um fardo nas costas e algo me sugando. Talvez eu acabei com meu bom senso e ele nunca mais vai voltar. Ou alguém tenha feito isso por mim. E já que tentei por a minha culpa em alguém, preciso dizer que isso é outra coisa maravilhosa do ser humano. A culpa nunca é nossa. Enxergar as coisas pra quê, né? Uma vez eu li que tudo na nossa vida a culpa é exclusivamente nossa. Acho que concordo. Não acredito em destino e sim em escolhas. O problema é que não dá pra viver duas vezes pra saber o que vai vir pela frente. Justo, né?

Eu não tenho crença, mas eu acredito que sou uma contradição ambulante. E não tem nada de errado nisso, tem? O ser humano é assim. O ano está terminando e você se sente mal? Sente que perdeu mais um ano? Que fez muita merda? É, mais da metade do mundo sente-se assim. Pode me passar as sobras desse arrependimento de segunda mão.

Acho que é melhor você engolir o seu orgulho ou se não você vai engasgar com ele. Também é melhor você rever seus conceitos, porque eles acabam virando merda. Você não vai querer passar o réveillon sem promessas de ano novo, vai? A força e a honra vão te nocautear antes mesmo da sua oportunidade de se levantar e lutar. Pro inferno com a unidade, a separação vai destruir todos nós. E minha promessa pra 2010 é não ficar mais sozinho.

Qual é o meu preço e você vai pagar por ele se ele estiver de acordo? Vai tirar o valor da minha dignidade e torrá-lo até o último centavo? Talvez é isso que nós fazemos sempre. Pro inferno eu fui, voltei e fui de novo. Agora que a poeira baixou, eu ainda estou aqui. E dái? O que merda isso quer dizer? Os problemas que você passa significam algo pra alguém ou só pra você mesmo? Você se importa se eu não me importar? Quem se importa? Bom, eu não sei de merda nenhuma.

Bom, se deixar vou ficar escrevendo até não agüentar mais. Mas não quero me estender muito. Então vou tentar concluir agora…

Acho que nós, pessoas, falamos muito o que não devemos. Pensamos alto e agimos em vão. Derrubamos aqueles que ficam no nosso caminho. Ás vezes você precisa pedir desculpas, ás vezes você tem que admitir que não está certo, e ás vezes você só tem que calar a maldita boca. E ás vezes sinto que ainda estou caminhando sozinho.

Em 2009 só fiz pisar em ovos nos meus lugares favoritos com minhas pessoas favoritas. E hoje não sei bem se existe mais alguém por aí. Epa, aquele não é um rosto conhecido? Não sei. Passei o ano muito bêbado pra perceber que eles estão desaparecendo. Ás vezes ser alguém que faz o que quer e não tem limites pode ser fatal. Preferia ter sido criado como todo mundo. Fazendo o que mandam, com limites e respeito. Mas não. Sou um filho do mundo. Mas ei, eu não sou diferente de ninguém, ok?

E esse é só um texto de mais uma pessoa, dentre incontáveis outras pessoas, que tiveram um ano perdido e fudido. Mas que venha 2010 e novos horizontes, com novos erros e merdas. Só espero que dessa vez eu seja mais forte. Afinal, ninguém gosta de gente fraca e problemática, né? E temos que ser aceitáveis socialmente ou estaremos ferrados. E ok, eu confesso, eu admito que esse texto é repleto de ironias. Mas é sincero.

Feliz 2010, independente do que isso queira dizer.

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E.T., telefone, minha casa…

07/12/2009

Não sou emo, nem indie, nem metaleiro, nem ‘roquêro’, nem playboy, nem pagodeiro, não sou from UK, não sou nada desses trecos aí. Quem sou eu? Bom, um cara que gosta de dar risada, acho que seria a melhor definição. Sou de outro planeta, chamado Nostalgia, onde todos vivem como aqui na terra, mas presos no passado. Vivem de lembranças. Às vezes é difícil ser um E.T. aqui na Terra, mas é legal mesmo assim. Eu tenho 1800 anos, mas digo que tenho 20, pra não assustar os terráqueos. Infelizmente, meu amado planeta, foi destruído. Foi dominado pelo planeta inimigo, o planeta Glamour. Hoje vivo aqui na Terra, sem ter como voltar pros dias de esculhambação.

Todos vocês, Highlanders. Não desistam da esculhambação, don’t change your passion for glory. Não procurem a felicidade no glamour, fujam do glamour. Old is cool, old School & old Skull! Vamos todos lutar, pra que os momentos Magaivers voltem! ALL IN THE NAME OF ‘ESCULHAMBATION’.

“Eu vejo-me como um ser humano sensível e inteligente, mas com um coração de palhaço que me obriga a estragar tudo nos momentos mais importantes.” (Jim Morrison)

PS: Esse post não faz o menor sentido e hoje eu tô realmente fora desse mundo.

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Menino Feliz.

29/11/2009

Eu fui aquele menino que era feliz e não percebia.

Era feliz ao ficar no muro de casa esperando passar aquela preta velha que toda tarde me trazia um pedaço de torta de laranja. Era feliz tendo as bochechas apertadas e sendo pego no colo por todos, aonde quer que eu fosse, com minha mãe ao lado. Era feliz quando comia todos os doces que meu irmão escondia, pois ele não aguentava comer tudo, mas ao mesmo tempo não me dava. Era feliz quando passava o dia todo na rua, jogando futebol, empinando pipa e jogando fliperama. Era feliz quando ia pra escola, tinha muitos amigos, paquerava e as vezes até estudava também. Era feliz quando nos primeiros dias do primeiro trabalho era acordado por minha mãe, que me deixava tudo pronto e aguentava minhas reclamações tolas. Era feliz quando sonhava com tudo mesmo não tendo nada…

Provalvemente alguns irão ler isso e pensar: “Tão clichê isso, não?” , mas eu prefiro pensar de outra forma… A felicidade na maioria das vezes está nas coisas simples e insignificantes! Sinto saudades do tempo em que as coisas em minha vida eram mais simples e insignificantes…

Quem sou eu? Eu não sei exatamente, pois me sinto perdido e desvirtuado tentando ser aquilo que um dia sonhei ser… Quem eu fui?

Eu fui um menino feliz!

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Personal Hell.

29/11/2009

Não podes apreciar a beleza de uma Rosa…
Se não conheceste a tristeza de vê-la Despetalada…
Não podes apreciar a beleza de uma Noite…
Se não conheceste o calor insuportável do Dia…
Não podes apreciar a beleza da Chuva…
Se não conheceste o dissabor causado pela Sede…
Não podes apreciar a beleza da Lua…
Se não conheceste os males que o Sol faz…
Não podes apreciar a beleza de um Beijo…
Se não conheceste o mal de ficar sem Ele…
Não podes apreciar a beleza das Trevas…
Se não conheceste o prazer de nelas se Ocultar…
Não podes apreciar a beleza do Orvalho pela manhã…
Se não conheceste a dureza da Geada noturna…
Não podes apreciar a beleza do Inferno…
Se não conheceste a chatice do Paraíso…
Não podes apreciar a beleza do Sangue…
Se não conheceste a maravilha de seu Sabor…
Não podes apreciar a beleza da Morte…
Se não conheceste a Solidão da Vida…

Bem-vindo ao Inferno das ilusões reais.

Entre sem bater…